O chocolate é um produto
acessível, facilmente encontrado em lojas especializadas, mercados,
restaurantes, bombonieres, padarias, etc. No entanto, a grande quantidade dos produtos
comercializados requer certa complexidade na sua produção, principalmente
quando se fala no quesito qualidade e sabor. Esmiuçando o processo produtivo,
um fator se mostra determinante, o cultivo e a fermentação do cacau.
A forma de plantio do fruto,
que tem o Pará (maior produtor nacional), Amazonas e Rondônia, como Estados de
produção mais relevante, interfere diretamente na composição do aroma e do
sabor do chocolate. No Acre o cacau também é cultivado, mas não nas mesmas
quantidades que os demais. No Pará, o destaque fica por conta da produção
orgânica que tem grande procura do mercado europeu.
A busca pela fermentação
adequada, que é um ponto chave da produção, estimula diversas pesquisas que visam
descobrir os microrganismos responsáveis por desenvolver e aprimorar este
processo, que é diferente de acordo com a região e com o tipo de cacau que é
produzido. De acordo com Alessandra Lopes, professora em Ciência e Tecnologia
de Alimentos da Universidade Federal do Pará – UFPA, com pesquisas para
melhoramento do cacau e do chocolate da Amazônia, "o objetivo é manter o
melhor da qualidade de cada região. A gente não quer vender um inóculo único
para todos os produtores e isso gerar um único sabor. A gente quer valorizar o
que tem de melhor daquela região." Então, o principal ponto levantado, é
que os frutos produzidos em cada região devem ser valorizados em suas
diferenças e particularidades.
Visando também a preservação
dos ecossistemas, o plantio do cacau não requer o desmatamento da área a ser
plantada, pois o fruto pode crescer junto à outras árvores. No Pará, por
exemplo, o máximo que acontece no plantio é o desbastamento de algumas árvores
de porte médio, pois o cacau cresce muito na sombra de árvores maiores, “você
não precisa derrubar floresta para poder plantar cacau", completa Amanda.
Fonte: EBC

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